Que câmera! Comprei a Canon EOS R6 Mark II em novembro de 2024, depois de utilizar a Canon RP por quase três anos. A troca aconteceu principalmente porque a velocidade da RP começou a limitar meu trabalho com provas e eventos esportivos.
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A primeira impressão foi de estar utilizando uma câmera de outro mundo. A R6 Mark II parecia muito superior: maior, mais pesada, selada, robusta, rápida e com um sistema de autofoco muito mais avançado.
O salto da Canon RP para a R6 Mark II
A Canon RP continuava entregando ótima qualidade de imagem, especialmente em ensaios, paisagens e situações mais controladas. O problema apareceu quando comecei a monetizar principalmente com a fotografia esportiva.
Nesse tipo de trabalho, poucos quadros por segundo podem significar perder a expressão, a passada ou o momento exato da chegada. Com a R6 Mark II, essa limitação praticamente desapareceu.
Além da velocidade, percebi uma evolução muito grande na construção, no autofoco e na resposta geral da câmera. Tudo acontece rapidamente, desde o reconhecimento do atleta até o registro da sequência.
Até 40 fotos por segundo
A R6 Mark II consegue fotografar até 40 quadros por segundo com o obturador eletrônico. É uma velocidade impressionante e aumenta muito a possibilidade de registrar exatamente o instante desejado.
Para esportes, porém, os 40 fps também podem atrapalhar um pouco: são muitas fotos produzidas em poucos segundos, o que aumenta o espaço ocupado nos cartões e o tempo necessário para selecionar as imagens depois da prova.
Por isso, normalmente deixo a câmera limitada a 20 fotos por segundo. Essa velocidade já oferece excelente segurança para registrar o momento certo sem gerar uma quantidade tão exagerada de arquivos.
Autofoco rápido e confiável
O autofoco é um dos maiores destaques da R6 Mark II. A câmera reconhece pessoas, rostos e olhos com muita rapidez e consegue manter o acompanhamento mesmo quando o atleta se movimenta pelo enquadramento.
Na fotografia esportiva, isso permite que eu me concentre mais na composição e no momento, em vez de precisar reposicionar constantemente o ponto de foco.
Com lentes rápidas, como a Canon RF 24-70mm f/2.8L e a EF 70-200mm f/2.8L IS II adaptada, o conjunto responde muito bem. O foco é rápido, preciso e adequado para acompanhar corridas e outros movimentos intensos.
Qualidade de imagem e ISO alto
Apesar de ser uma câmera voltada à velocidade, a R6 Mark II também oferece ótima qualidade de imagem.
Seu sensor full frame de 24,2 megapixels produz arquivos detalhados e com resolução suficiente para meu trabalho. O desempenho em ISO elevado também é muito bom, permitindo fotografar provas noturnas ou locais com pouca iluminação sem comprometer excessivamente a imagem.
Para mim, a combinação entre qualidade, controle de ruído e velocidade é um dos principais motivos pelos quais a câmera funciona tão bem em diferentes áreas.
Obturador eletrônico ou mecânico?
Em provas esportivas, nas quais faço milhares de cliques, normalmente utilizo o obturador eletrônico. Além de permitir sequências mais rápidas, ele evita o desgaste constante do mecanismo físico do obturador.
Quando quero priorizar a qualidade máxima do arquivo, utilizo o obturador mecânico. Também recorro a ele quando trabalho com flashes, já que o eletrônico possui limitações nesse tipo de iluminação.
Essa possibilidade de escolher o modo mais adequado torna a câmera bastante versátil: posso priorizar velocidade e volume no esporte ou utilizar o obturador mecânico em trabalhos mais controlados.
Dois cartões para maior segurança
Sempre utilizo a R6 Mark II com dois cartões de memória, configurados para salvar as fotografias nos dois simultaneamente.
Dessa forma, cada imagem já possui uma cópia de segurança no momento em que é registrada. Em trabalhos profissionais, principalmente provas nas quais não existe a possibilidade de repetir o momento, considero essa redundância muito importante.
A presença de dois compartimentos também foi uma evolução relevante em relação à Canon RP, que possui apenas um.
Bateria durante as provas
Mesmo com o autofoco contínuo, o visor eletrônico e uma quantidade muito alta de disparos, normalmente uma bateria consegue durar uma prova inteira.
Ainda levo baterias sobressalentes por segurança, mas a autonomia da bateria atende bem à maior parte dos meus trabalhos esportivos.
Naturalmente, a duração varia conforme o tempo do evento, a quantidade de vídeos, a revisão das fotografias na tela e os recursos utilizados.
Desempenho em vídeos
A R6 Mark II também funciona muito bem para vídeos. Ela grava em 4K a até 60 fps, oferece Canon Log 3 e conta com um autofoco eficiente durante as filmagens.
Utilizo a câmera para produzir vídeos durante os eventos, inclusive cenas em câmera lenta. A possibilidade de alternar entre fotografia e vídeo com apenas um botão facilita bastante o trabalho.
Apesar da boa qualidade, existem alguns recursos que gostaria de encontrar nela. O principal seria a gravação em 4K a 120 fps, que ofereceria uma câmera lenta em maior resolução. Também seria interessante contar com Canon Log 2 para ampliar as opções de trabalho com cor.
O que falta na R6 Mark II?
Além do 4K a 120 fps e do Canon Log 2, acredito que um sensor empilhado seria uma evolução importante, arquivos RAW 14 bits no obturador eletrônico também.
Esse tipo de sensor realiza a leitura das informações mais rapidamente e ajuda a reduzir distorções provocadas pelo movimento ao utilizar o obturador eletrônico. Para fotografia esportiva, seria uma característica especialmente interessante.
A ausência desses recursos não torna a R6 Mark II lenta ou insuficiente. São melhorias que aproximariam ainda mais a câmera dos modelos profissionais de categorias superiores.
Pontos positivos
- Até 40 fotos por segundo no obturador eletrônico;
- Autofoco muito rápido e eficiente;
- Excelente reconhecimento e acompanhamento de pessoas;
- Ótima qualidade de imagem;
- Bom desempenho em ISO elevado;
- Corpo robusto e confortável;
- Dois compartimentos para cartões;
- Boa autonomia de bateria;
- Excelente desempenho em fotografias e vídeos;
- Gravação em 4K a até 60 fps;
- Canon Log 3;
- Grande versatilidade para diferentes tipos de trabalho.
Pontos negativos
- Não grava em 4K a 120 fps;
- Não possui sensor empilhado;
- Oferece Canon Log 3, mas não Canon Log 2;
- O obturador eletrônico pode apresentar limitações em algumas situações;
A Canon R6 Mark II vale a pena?
Para fotografia esportiva, a Canon R6 Mark II vale muito a pena. Sua velocidade e seu sistema de autofoco aumentam consideravelmente as chances de registrar o momento desejado.
Os 40 fps são impressionantes, embora eu prefira trabalhar normalmente com 20 fps para equilibrar segurança e quantidade de arquivos. Mesmo nessa configuração, ela já é muito mais rápida do que preciso na maioria das provas.
A câmera também atende muito bem a ensaios, eventos, paisagens, vida selvagem e produção de vídeos. Não é um equipamento restrito ao esporte: é uma câmera muito versátil, capaz de assumir praticamente qualquer trabalho.
Conclusão
A Canon EOS R6 Mark II representou uma das maiores evoluções que tive ao trocar de equipamento. Depois da Canon RP, a sensação foi de utilizar uma câmera de outra categoria.
Ela é mais rápida, robusta e confiável, possui um autofoco muito superior e entrega excelente qualidade de imagem mesmo em ISO elevado. Para o meu trabalho esportivo, resolveu a principal limitação que eu enfrentava: registrar sequências rápidas com foco preciso.
Ainda gostaria que tivesse 4K a 120 fps, sensor empilhado, Canon Log 2 e RAW 14bits no eletrônico. Fora isso, é uma câmera que atende muito bem às minhas necessidades e que não me decepcionou no uso profissional.
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